sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

EDUCAÇÃO COMPARTILHADA – É CHEGADA A HORA DO MESTRE ADULTO DESCER DO PEDESTAL

A perfeição Divina é o eterno recomeço.

No quesito educação - alguém “lá em cima” verificou que o antigo sistema de evolução espiritual através da educação/instrução; onde a pessoa em idade cronológica mais avançada é encarregada de conduzir as que chegam a 3D; não deu certo. Tanto não deu; que a maior parte dos nossos problemas é causada exatamente pela educação.

Depois de muito discutir entre eles; os diretores desta escola cósmica concluíram que talvez fosse melhor enviar pequenos mestres para reeducar os adultos.
E uma leva de pequenos mestres começou a nascer em massa nos últimos anos, espalhados pelo planeta todo; e nas mais diferentes raças e classes sociais.
O novo método é EDUCAÇÃO COMPARTILHADA.

Compartilhar é dividir sem cobranças e sem exigências.

Para que essa atitude educacional seja efetiva é preciso que educando e educador tenham algo para oferecer um ao outro.
Além disso; quando se trata de educação, é necessário que se verifique com constância o que cada um está oferecendo da sua própria condição. Pois, os antigos educadores que ainda vivem de forma descuidada e incompetente a repassam aos filhos - que se desejarem melhores exemplos; eles terão que buscá-los em outros lugares e em outras pessoas – algo quase impossível para a maioria. Para os mestres adultos pede-se muito pouco: humildade para descer do pedestal e aceitar aprender com a criança.

Como cada um só pode dar do que tem, insistimos em lembrar a necessidade de educação continuada do adulto para resolver nossos problemas atuais - e futuros - pois a consciência liberta da atual educação formal ou de aparências; já não comporta desculpas nem justificativas, e vai cobrar um dia em algum lugar; não apenas o que foi realizado de bom ou de ruim; mas acima de tudo o que poderia ter sido feito.

Recomenda-se aos adultos prestarem atenção ás lições ministradas pelos pequenos mestres, dia após dia.
Pois:
Ficar de braços cruzados desperdiçando possíveis talentos é condenar-se a continuar indefinidamente como os antigos normais e lidar com culpas e remorsos.

Uma das primeiras lições que os pequenos mestres nos trazem:

Aprender é tentar.
O erro é apenas um acidente de percurso.

Os que pensam escapar da responsabilidade repassando a educação dos filhos - certamente estarão no futuro em pior situação do que os que hoje erram tentando acertar.
Repassar responsabilidades é um recurso que nunca deu nem dará certo. As crianças da Geração Nova já nascem sabendo disso – observe-as – matricule-se; é de graça.

Compartilhar não comporta imposição tipo papai-sabe-tudo; ditaduras; falatório; mentiras; suborno; chantagem...

Os velhos métodos da pedagogia do faça o que eu digo; mas, não o que eu faço; não funcionam mais; e até podem dar cadeia estelar.

Claro que o adulto também tem sua parte de mestre:
Sua participação é bem simples; dada a pouca condição emocional, afetiva e cognitiva.
Deve apenas praticar um exercício de sabedoria, no qual é preciso engajar a criança na tarefa de auto/educar-se por livre e espontânea vontade.
Ela deve ser estimulada a raciocinar, a decidir e, depois a arcar com as conseqüências.
Hoje:
Quando o adulto identifica algo ou uma situação que não é adequada ou uma escolha cujos resultados não serão dos mais agradáveis, logo tende a subir no pedestal: Eu bem que avisei! - Faça isso ou faça aquilo! - Eu sei! - Eu já passei por isso! - Sou uma pessoa vivida!

A melhor conduta é levantar a dúvida e pedir ajuda á criança para que se identifique em parceria a melhor escolha, ou a forma mais adequada de corrigir uma determinada situação.
Filho vem cá: eu já estive nessa situação - e - os resultados da minha decisão foram estes... – se fosse você – como teria decidido? – como teria arcado com as conseqüências?

Como todos nós - a criança adora sentir-se útil, valorizada, ouvida, respeitada - dentro das suas limitações de experiências e de discernimento é claro.

Essa é a nova pedagogia da educação natural e a única que a criança da Geração Nova aceita.

No universo de nossas “diferentes” crianças da atualidade – algumas normais e as normais aceleradas TDHA (parecidas com os adultos na transição da mente analógica para uma digital) também adoram serem educadas com um mínimo de inteligência, amor e respeito; e não apenas as de mente digital.

Na nova educação o adulto entra apenas com a boa vontade e um tiquinho de humildade; o resto os pequenos mestres fazem...

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

SEMPRE NA EXPECTATIVA

Um dos alimentadores da ansiedade.

O estilo de vida atual é uma máquina infernal de criar expectativas tão desnecessárias quanto inúteis.
Da antiga e saudável esperança das pessoas, a cultura retirou a necessidade do planejamento e do trabalho em cima da realidade e das possibilidades de cada um.
Daí:
Criou-se um “monstrengo emocional”: a expectativa recheada de ansiedade e medo dela não se realizar.
Isso, deu margem a uma alienação e exploração chamada loteria, sorteios, programas de comunicação que iludem as pessoas, aos milhões, com sonhos de realização apenas para um ou outro ganhador; isso, quando não há maracutaia.

Mentes mais ativas, baseadas em técnicas de venda exploram essa incapacidade das pessoas de discernir entre a verdade e a mentira, entre a ilusão e a realidade.

A passagem do tempo está cada vez mais esquizofrênica; ora o tempo voa; em seguida não passa...
Para os milhões de indivíduos alienados pelas expectativas inúteis a passagem do tempo tornar-se deturpada e doentia.

Um sério problema existencial:
Expectador ou espectador?
Os adultos enchem a cabeça das crianças das malfadadas expectativas e as transformam em espectadores da vida quase sempre vazia e pobre em realizações.

Não fomos vacinados contra frustrações...

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

DIMINUIÇÃO DA TOLERÂNCIA Á FRUSTRAÇÃO



Pode parecer brincadeira de crianças; mas, os últimos eventos na campanha presidencial servem de referência ao que vem pela frente; de 2011 em diante; conforme já detectamos no dia a dia e colocamos em vários artigos nos bloogs.

Jogaram objetos no Serra e bexigas de água na Dilma - tanto faz que tenha sido uma bolinha de papel, um tijolo, uma granada ou um tiro – o que alerta para o perigo é a intenção; a liberação da agressividade na defesa dos interesses; sejam eles: pessoais, partidários ou de classes. Coisas que os dois conhecem muito bem; cada um do seu jeito...

Preparem-se todos; pois, o prognóstico não é dos mais favoráveis:
Pessoas que pela sua posição e pelo atrativo que exercem no povão deveriam apenas cuidar para que as eleições e a democracia fossem preservadas – no caso o Exmo Sr Presidente da República deveria ter calado a sua santa boca e não ter falado nada para acirrar os ânimos; ao contrário; se quiser ser considerado um “estadista” como parece ser um dos seus sonhos (nada a ver com a construção do estádio do coringão para abrir a copa).

Deixando de lado a política; um tremendo erro; pois, ela é fundamental na vida humana; da atualidade, especialmente.
Besteira?
Nem tanto assim – seu maridão anda brochando? A culpa em parte é dos jornais e das novelas que ele assiste antes de marcar ponto.
As pessoas teleguiadas estão perdendo o tesão de viver muito rápido e fortemente; em virtude das notícias e dos desmandos dos que estão no poder; claro que isso, não a exime de culpa...

O pau vai comer em todos os tipos de relações (não se empolgue; apenas, no sentido de atritos, brigas e frustrações; apenas).
O viagra era verde e amarelou...

Essa droga perigosa começou bem antes:
O estilo de educação que predomina faz com que o adulto projete na criança seus desejos e até suas frustrações, tentando usá-la para compensar sua incompetência nas várias áreas da vida.
Dessa forma, projetiva a criança é estimulada a criar cada dia mais expectativas e objetos do desejo que mais pertencem aos adultos do que a ela: dia das crianças; aniversário; papai Noel; propina para estudar e passar de ano; propina para guardar seus brinquedos no lugar; propina para ganhar medalhas nas competições; propina para pedir a benção do vô e da vó; propina para bom comportamento; analgésico para qualquer dorzinha furreba. Para que ele próprio não se frustre o adulto evita a todo custo que a criança viva esse sentimento.

PROPINA NELA.

E o problema da falta de capacidade para definir de forma correta e realista expectativas e desejos torna-se crônico e a cada dia mais difícil de resolver.
No mundo das cobaias o que vale é a propina – sonho de consumo de todo candidato a FP.

Frustrado na primeira tentativa o indivíduo substitui com facilidade um desejo por outro.
A volatilidade dos desejos e metas das pessoas a cada dia aumenta.
Porém; ninguém ilude a lei de ação e reação; todos os efeitos das interferências que seu desejo gerou nas outras pessoas; e no ambiente, passaram a produzir efeitos que breve estarão de retorno, num incrível e insuportável círculo vicioso.

Cuidado turma do Amém Jesus.
Lembram da antiga lei do Javé (antes de Jesus): Quem com ferro fere; com ferro será ferido?

Pois é.
Nada a ver com carro antigo de pobre.

Todo cuidado é pouco.

Se Jesus voltar; Ele voltará com o saco cheio dessa cambada – e vai deixar o pau comer com ou sem terrorismo midiático tipo superbactéria ou de volta para o futuro com balas perdidas e achadas...

Estamos prestes a chegar a um ponto de ruptura.
Prestem atenção ao que rola no primeiro mundo...
Seremos a bola da vez?

Filho de quem?
Ou
Filiado a quem?

A guerrilha dos interesses está a todo vapor...

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

RELAÇÕES CONJUGAIS – CAUSAS DE DESARMONIA

Resultado da propaganda enganosa a respeito de nós mesmos; colecionamos ao longo da relação:

FRUSTRAÇÃO - DECEPÇÃO

Para quem pensa pouco, tudo conspira para que o egoísmo, orgulho, inveja e outros defeitos de caráter tornem a outra parte a causadora de nossas decepções, frustrações e sofrer.
Parceiros idealizados nunca conseguem estar à altura dos sonhos da outra parte; são pessoas de carne e osso; na vivência do dia a dia.

Para o tipo de pessoas que somos; frustração, decepção desemboca em:

TRAIÇÕES

A insatisfação mal elaborada é a causa de todo tipo de traição explícita ou camuflada. Todo insatisfeito é um espírito egoísta que não honra os compromissos; pessoas imaturas não os assumem, são mentirosas e traem sempre com justificativas próprias; e, com a desculpa de que merecem ser felizes.

Evidente que isso deva desembocar em:

CRISES

Paixão, sentimento de posse e apego são emoções que necessitam de crises evolutivas: brigas, mágoas, ressentimentos, ódios, traições, começos e recomeços..., para que o sentimento do amor brote na mente e nos corações humanos para sempre; transformar uma coisa em outra depende de raciocínio, reflexão e atitude; amar é agir segundo a Lei; apenas palavras e desejos de nada servem senão para provocar a dor que encaminha ao bem querer; um dia.

A vida conjugal é um importante agente de crises para adquirir maturidade psicológica.
As relações afetivas entre pessoas comuns (pouca evolução espiritual); está periodicamente em atrito; pois um não interage conforme os desejos e anseios do outro.

É inevitável que isso atinja a vida sexual, o que acentua o atrito entre expectativa e desejos; e logo, alguém vai sentir-se frustrado, mal amado e vai adoecer e também fazer adoecer...

Os problemas de boa parte das famílias só mudam de endereço; pois, ainda é comum que a união decorra de compromissos de reparação.

No princípio do relacionamento há a tendência em ocultar defeitos de caráter favorecida pela convivência ocasional; uma vez juntos, o dia a dia acentua os defeitos de caráter de cada um; e, aos poucos, sonho e paixão viram frustração, mágoa e ressentimento; daí em diante começa as crises conjugais que mal resolvidas produzem doenças variadas; mais rapidamente na mulher que vive mais imantada nas emoções; o homem vive mais no campo racional e, com isso, cria barreiras de contenção mais fortes; daí, quando adoece é de forma mais mortal.

As crises podem ser unilaterais ou bilaterais.
Explícitas ou implícitas.
Verbalizadas ou não.
Crises unilaterais mal resolvidas sempre terminam em crises bilaterais.

Como resolver as crises? Artigos novos nos bloogs.

Tema: SAÚDE CONJUGAL

http://menganaquegosto.blogspot.com

SAÚDE CONJUGAL – VIDA SEXUAL

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SAÚDE CONJUGAL – DICAS PARA ESCOLHER OS PARCEIROS

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SAÚDE CONJUGAL – CAUSAS DE DESARMONIA

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SAÚDE CONJUGAL – COMO RESOLVER AS CRISES

http://americocanhoto.blogspot.com

DIVÓRCIO CONSENSUAL E SAÚDE

Recomendamos a leitura de nosso Love Game – “Jogos de Amor” – Ed. Butterfly.

terça-feira, 12 de outubro de 2010


INTOLERÂNCIA AOS DIFERENTES E PRESSÃO DE GRUPO

Antes do mundo se transformar numa aldeia global; a agressividade e a maldade gratuita; hoje rotulada de bullying; era fruto da má formação da personalidade (índole) ou de uma educação de berço deficiente.

Mas;
Viver com qualidade daqui em diante será para quem pensa bem; pois, as influências externas vão ter um peso muito maior na qualidade íntima e comunitária.
Devido ao tipo de escolarização precoce dos dias de hoje a criança fica exposta prematuramente às modernas e invasivas pressões dos grupos; fator de peso na origem da violência gratuita; da sua convivência diária.

Fato grave:

ESTÃO ENCURTANDO A INFÂNCIA.

Em virtude do atual poder da mídia:
As crianças de hoje, assimilam muito rapidamente os valores dos adultos e seus defeitos de caráter.
Com isso, aumenta em progressão geométrica o numero de crianças sarcásticas, agressivas, desonestas, cínicas; que são capazes de ferir nos sentimentos e nas emoções.

E por não terem ainda desenvolvido plenamente o verniz social:
Agridem aqueles que não se enquadram nos seus valores de crianças bem sucedidas no seu meio; no seu habitat; seja ele qual for.

A excessiva exposição ás informações:
Adultera a infância.

Aumenta a intolerância aos diferentes:
Aqueles que não se vestem na última moda da sua tribo.
Aos que não cortam os cabelos de determinada forma.
Os que não usam seu linguajar.
Os que não freqüentam os lugares da moda ditada pelas “lideranças” locais.

Adesão através da agressão:
Aí, de quem não se enquadrar!
De quem não puder; ou, não fizer isso ou aquilo.

Somos uma sociedade que se condena a viver cada vez mais em perigo constante e inútil.

Os não capazes de seguir os padrões.
Correm o risco de:
Desenvolver o sentimento de menos valia.
Aprofundar uma timidez mórbida.
Facilitar o desabrochar de doenças mentais de sua predisposição.
Sofrer agressões físicas.

Em situação pior se encontram os já diferentes pela: gordura, altura, cor da pele, tipo de cabelo, doenças físicas, timbre de voz etc.

Quanto mais desprotegidas da mídia da atualidade estiverem nossas crianças; maior será o risco de agredirem, serem agredidas ou tornarem-se cidadãos com fortes deficiências éticas; e até aleijões morais; num eterno círculo vicioso; nem tão eterno assim.

Material para reflexão:

FERIDAS PSICOLÓGICAS, AFETIVAS E POLÍTICAS DEMORAM MAIS A CICATRIZAR...

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

NEM LIGADA NO 220V NEM DDAH – MAL EDUCADA




A maior parte dos “pestinhas” de hoje são crianças mal educadas para viver no mundo atual.

É comum que a criança mal/educada passe em avaliação pelo pediatra sendo, um dia, encaminhada ao neurologista para ser avaliada. Isso é natural; pois, sempre antes que uma criança/problema seja rotulada de mal/educada; ou melhor, mal/treinada deve ser descartada qualquer disfunção ou lesão física; que seja capaz de alterar-lhe o aprendizado ou o comportamento.

Essa situação é tragicômica, um paradoxo para os pais.
Pelo lado da razão; eles temem resultados de exames que comprovem alguma doença; às vezes, eles os pais, até adoecem na fase de diagnóstico.
Pelo lado da emoção, porém, desejariam que uma doença justificasse o distúrbio de comportamento apresentado pelo filho; para que não sejam vistos e considerados como pais relapsos ou incompetentes.

E modificar isso; vai dar trabalho para os pais que tem que correr daqui, levar para ali, mudar hábitos, alterar comportamentos...

Na verdade quase todas as crianças são mal/educadas porque são mal/estudadas; desde o princípio.

O que seria educar verdadeiramente uma criança como um ser humano de boa qualidade para a época?

Acima de tudo:
É não esquecer que ali está desde o nascimento; um ser que, trouxe; uma personalidade em desarmonia; onde ainda predomina: orgulho, impaciência, intolerância, agressividade, medo, ansiedade, enfim todas as doenças da Alma Humana.
E, que não está condenado a ficar nessa condição a vida toda, ao contrário; deve ser estimulado a educar-se, a modificar-se de forma voluntária, buscando o equilíbrio entre as polaridades que compõem o ser vivente humano na sua evolução ao longo do tempo: amor/ódio, orgulho/humildade, impaciência/paciência, razão/emoção, medo/coragem...

A muitas crianças, falta além de educação; treinamento adequado para viver em sociedade; daí; onde estiverem passam a ser rotuladas como crianças/problema.

Vamos estudar alguns dos tipos mais comuns:

• Sem limites: essas crianças carecem de parâmetros de comportamento social; invadem o espaço dos outros, não tem horários definidos nem rotina instituída. É comum que sejam filhos de pais acomodados, preguiçosos e inconstantes. Recebem ordens segundo o estado de humor dos pais que geralmente vivem em conflito íntimo e entre si.
• Birrentas: Tudo querem ganhar no grito, não sabem e não querem aprender a esperar sua vez. Jamais aceitam um não às suas vontades. Quase sempre são filhos de pais impacientes, intolerantes e contidos.
• Agressivas: Quando contrariadas em seus desejos, chutam, batem, mordem, xingam. Espelham os pais sem as máscaras da hipocrisia.
• Inconvenientes: Comportam-se indevidamente nos ambientes; gritam; são barulhentas.

Não são tecnicamente doentes mentais ou apresentam distúrbios das emoções; para essas crianças, falta apenas treinamento para a vida social; que ao longo da existência, vai se processando forçada pela necessidade de serem aceitas na escola, no trabalho, nos clubes, etc.
Nesse caso a máscara social da hipocrisia cai com mais facilidade em situações limite; cada vez mais estreitos. Pois muitas vezes não houve ainda uma reforma íntima das tendências e predisposições que caracterizam sua personalidade em evolução.

Crianças problema são cada vez mais raras: famílias problema são cada vez mais comuns.

domingo, 3 de outubro de 2010

HÁ MOMENTOS DE BOA E DE MÁ QUALIDADE?

Qualquer um de nós vai responder a essa questão segundo a sua forma de perceber a vida neste instante.
Cada qual irá interpretar o conceito segundo o que está “rolando” na sua vida. Pode ser com lucidez ou de forma emocional. Depende de como se encontram suas relações afetivas.
Outras interpretações podem ser predominantemente sensitivas ou até teóricas, etc. Talvez seja mais prático dizer que o momento é uma coisa subjetiva que depende de sensações e da sua interpretação.
Como andam minhas relações afetivas?
E as familiares?

terça-feira, 21 de setembro de 2010

CANSOU? – NÃO SEJA BURRO DE CARGA DOS OUTROS

Imaginemos que estamos iniciando uma jornada cósmica, saindo de onde estamos neste momento, até um determinado ponto à frente na estrada da evolução.

Os caminhos para lá chegar são vários.

É preciso antes de escolher o melhor para nós, planejar a viagem e levar apenas o necessário para que seja alegre e prazerosa.
Caso carreguemos nas costas muitas coisas inúteis, ou aceitemos a condição de bestas de carga dos outros, breve estaremos parados à beira do caminho, esgotados, resfolegando.
Quase sempre levando no lombo as cobranças dos outros.
E, pior: no prejuízo da inutilidade.

Os viajantes acostumados a dar-se bem são precavidos, comedidos, simples, desapegados, ajudam sem se deter, fazem questão de pagar o preço justo pelo que recebem. Espalham as sementes da alegria, da concórdia e do respeito. Não tem pressa, apreciam a jornada. Dividem, compartilham. Mas, sabiamente, recusam-se a carregar as inutilidades dos outros...

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

DESVIOS DA POLARIDADE SEXUAL

Nem sempre somos o que parecemos; e tentamos confundir os outros até por puro prazer de chocar, usando nosso livre arbítrio e o desejo de sermos amados e felizes.
Ando muito por aí; por necessidade e comodismo usando o péssimo (diga-se de passagem) transporte público: peruas, ônibus, metrô. Uso o tempo para aprender; e, até para me divertir: ás vezes surge um ser; é um ser, uma incógnita que bicho é esse no zoológico humano? E, fico brincando comigo mesmo: Será homem, mulher ou nenhuma das opções?
Nada a ver com preconceitos; pois, assumir a polaridade sexual em 3D é um mero detalhe. Tal e qual as outras polaridades da vida.

Em se tratando de sexo:
Segundo os mais variados motivos, às vezes, mudamos repentinamente a polaridade habitual e, renascemos numa, cujas particularidades não dominamos, criando dificuldades existenciais consideráveis.

Para facilitar o entendimento de situações observadas no cotidiano:

Polarização harmônica – O espírito está em harmonia com os objetivos da sexualidade em que está polarizado e, com plena aceitação das tarefas a serem desenvolvidas durante a existência.
Polarização desarmônica – O espírito teve de repente a polaridade sexual em desenvolvimento evolutivo modificada. Surgem então, durante a existência, impulsos e tendências próprios do sexo oposto ao atual.
Polarização harmônica e amorosa – A energia sexual usada nessas condições opera verdadeiros milagres, é verdadeira transfusão de energia. Qual transformador, que amplia e alimenta o sentimento, daquele que nada mais deseja para si mesmo antes de desejar para o outro. Atua curando; elimina bloqueios energéticos; restaura os centros de força e; seus efeitos perduram.
Polarização harmônica egoísta – É a energia liberada na relação apaixonada que revigora, acalma, equilibra; mas; seus efeitos não perduram; já que lhe falta o dínamo do amor. A intenção é a satisfação própria ou prazer pessoal; aquele que não proporciona satisfação plena e; nos deixa, sempre insatisfeitos.
Polarização harmônica disfuncional – Busca-se apenas a satisfação de desejos e necessidades próprios sem interesse real na outra pessoa; trata-se de uma descarga energética, que pode ser lesiva; quando ilude e busca vantagens: posição social, fortuna, presentes; torna-se algo comercial que logo conduz à busca insaciável de novos parceiros, atrás de uma satisfação inatingível; tal e qual o desvio do compulsivo que come sem ter forme. Essa forma de uso da sexualidade tem como fator moderador as doenças sexualmente transmissíveis; de curto, médio e longo prazo: gonorréia, sífilis, aids..., vida após vida...
Polarização harmônica lesional – Acrescente-se à intenção egoísta a vontade de causar prejuízo à outra criatura: agredindo, difamando, assediando ou disseminando doenças.
Polarização desarmônica – É possível conseguir na atual existência á custa de raciocínio, disciplina e renúncia, o equilíbrio necessário para continuar na polaridade sexual em que se encontrava na fase anterior.
Os que na atual existência, estão em desarmonia com a polaridade sexual, homossexuais de qualquer tipo: bichas, lésbicas, viados, gays e outras novidades criadas pela mídia todos os dias...; provavelmente, boa parte, na existência anterior causou distúrbios a si e a outros; e segundo a Lei, trazem tendências e impulsos difíceis de controlar, como qualquer outra doença evolutiva: bebida, fumo, mentira, roubo, etc. Merecem todo o respeito como qualquer um de nós, doentes da evolução em múltiplos aspectos.

E SE EU FOSSE VOCÊ – 4?
Assistam – se der tempo.

O QUE ISTO TEM A VER COM O CONCEITO FAMÍLIA?

Para bom entendedor - meia palavra basta.

Veja a continuidade em - http://jogosdeamore.blogspot.com
SOU ELE OU ELA?

sábado, 11 de setembro de 2010

FAMÍLIA BAGUNÇADA – SOCIEDADE ZONEADA – PERIGO Á VISTA

É preciso cumprir as regras.

Na vida humana em comum há um problema maior do que instituir regras claras, lógicas e inteligentes de convivência: aplicar essas regras de forma justa.

Simples palavras não educam ninguém...
(Graças a Deus, caso contrário o mundo seria um hospício sem conserto)
Na vida em família é preciso que a criança conheça as regras de forma clara e lógica. Porém, quanto mais se fica repetindo na orelha da criança pior é. Maior se torna o impulso de violá-las.
A fixação das regras pelo subconsciente da criança decorre dos exemplos diários que recebe dos adultos no cumprimento das regras que eles mesmos instituíram. Como as pessoas têm pouca consciência da maior parte de suas atitudes, vivem abrindo exceções para si mesmas ou para outros, mas só quando lhes convém.

Regras existem para serem cumpridas e para serem quebradas...
Deve ficar bem claro que elas podem ser quebradas e desrespeitadas por qualquer um, quando for da sua vontade. As regras nunca podem tolher a liberdade das pessoas. Apenas há um preço a pagar: as conseqüências disso devem ser vividas de forma integral, tanto faz que se arrependa ou não, sem choradeira ou revolta. A isso, chama-se aprender a arte da responsabilidade, um fator importante para desenvolver o sentimento do amor. Quem ama se responsabiliza pelo objeto do seu amor; não o faz obrigado ou sob pressão; mas de forma livre e voluntária.
Não responsabilizar-se pelas próprias escolhas é um dos grandes entraves à humanização das pessoas. Além disso, é a base de sentimentos negativos e destruidores como: revolta, negativismo, insatisfação. Todos eles fazendo parte integrante do que chamamos dor ou sofrer.
A criança deve ser alertada para o fato de poder quebrar as regras, mas que deve pensar muito bem nas possíveis conseqüências tanto para si mesma quanto para os outros.

Obrigação não merece elogios...
Muito cuidado para não acoplar o cumprimento das regras a valores afetivos e a elogios. Não pode haver prêmio para regras cumpridas, pois logo o sistema descamba para o suborno e a chantagem.
Elogios são para quem faz mais do que suas obrigações. E deve ser dado na hora certa, no exato momento. Pessoas que desde a infância são movidas em suas atitudes por elogios, quando eles não vêm tornam-se depressivas; e até passam a cumprir simples obrigações de má vontade e podem passar a fazer as coisas mais simples malfeitas.

Formação de quadrilha começa em casa...
Para manter seus interesses de poder, não é raro que o pai ou a mãe escondam um do outro uma arte ou uma pisada na bola da criança. Essa inocente cumplicidade pode trazer grandes problemas futuros e afetar a personalidade da criança de forma danosa.

Perdão inadequado, repetição certa...
Dessa vez passa!!!
Essa é a forma de acabar rapidamente com quase todas as regras que regem a vida em família, tornando-a uma bagunça do tipo: cada um faz o que lhe dá na telha. Hoje pode, pois estou de bom humor. Seu pai não deixou, ele é muito chato mesmo, pode ir que depois eu seguro as pontas, etc.

É preciso competência até para assumir a própria mediocridade...
Os adultos devem buscar se tornar competentes para criar regras e limites e para fazer com que sejam cumpridos. Muitas regras são desrespeitadas por preguiça, insegurança ou medo.

É comum que questionemos a bandalheira em que se tornou nossa sociedade num crescendo; sem atentar para as origens do problema: a família sem regras gerando indivíduos sem limites de desobediência, ganância e “mau caratismo” (segundo o bem amado) para atingir seus egoístas interesses de grana e de poder. O problema é muito grave; pois, assim como assistimos ao desmanche das famílias; podemos assistir de forma bem mais grave o desmanche da sociedade, já quase em pé de guerra.
Na família ou bem ou mal ainda há os laços de sangue a quebrar o galho na hora do “vamo vê” das disputas; mas, na vida social; os laços de sangue podem virar poças...

Projetemos isso no momento social e político que está começando; afinal 2010 é um ano de vacas gordas; mas, como grana não nasce em árvores; de 2011 em diante – não é nada inteligente nem correto entregar apenas nas mãos de Deus...

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

QUEM AMA; SE CUIDA

Vezes sem conta, durante nossas vidas dizemos aos outros que os amamos ou fazemos juras de amor a alguém.
Como posso amar aos outros se não amo minha pessoa?
- De que forma posso materializar o amor próprio?
- De muitas e de todas as formas possíveis.

Apenas quem reflete; é capaz de procurar princípios sólidos e duradouros para regular o seu querer e o seu recusar em ações referentes a si mesmo.
O desejo de progredir; reflete o cuidado e o respeito que temos por nós mesmos; essa atitude, é a prova de nos amarmos; daí, é que procede a máxima de amar ao próximo como a nós mesmos. E este amor; deve traduzir-se em esforço próprio, em auto/conhecimento e auto/educação.

Sem baboseiras sensuais, idílicas e novelescas:
O amor aos outros sempre começa pelo amor a nós mesmos. Sempre.

Amor é trabalho.

Amor é, dentre outras coisas: investimento; real preocupação ativa pela vida e crescimento da consciência a respeito daquilo que amamos.
Sua essência é trabalhar por alguma coisa e fazer alguma coisa crescer em todos os sentidos possíveis e imagináveis.

Amor e trabalho são inseparáveis; pois quem ama cuida.

Amor é responsabilidade.

Estamos habituados a entender a responsabilidade como dever; algo imposto de fora: a famigerada: obrigação.
No entanto ela em seu verdadeiro sentido é inteiramente voluntária. São as respostas que damos às nossas necessidades expressas, no caso, dos cuidados a nós mesmos – refletidas nos objetos do nosso amor.

Ser responsável significa ter de responder, estar pronto para isso.

A pessoa que tem amor responde de pronto; sente-se responsável pela pessoa que ama como se sente por si mesma.

No caso de saúde ou doença, quando aprendo a me cuidar; aceito acima de tudo que eu mesmo sou a causa e o efeito dos meus cuidados ou da falta deles; materializada na saúde ou na falta dela – e aceito também; que as pessoas do meu limitado círculo de amor – igualmente, elas dependem do amor que tenho á minha própria pessoa; pois, de alguma forma eu também sou objeto de amor de alguém ou de muitos.

Amor é respeito.

A responsabilidade poderia facilmente corromper-se em dominação e possessividade; se não houvesse outro componente do amor que é o respeito; que não é medo ou temor; mas a capacidade de ver uma pessoa tal e qual ela é. Respeitá-la, é ter conhecimento de sua individualidade; e preocupar-se em que ela cresça tal e qual ela é.
No amor a nós mesmos, essa atitude implica em conhecimento de quem somos e da aceitação a seguir.

Respeitar uma pessoa não é possível sem conhecê-la.

Cuidado e responsabilidade seriam cegos se não fossem guiados pelo conhecimento, que seria vazio sem a preocupação.

Comece a se cuidar melhor usando a máxima de Sócrates: Conhece-te a ti mesmo...

Em tempo:
Cuidar da saúde física, emocional, afetiva; pouco tem a ver com exames laboratoriais, cuidados médicos, psicológicos, filosóficos, religiosos.

Tudo, nesta fase da vivência em 3D, se resume a duas questões básicas:
O que fazemos aqui?
O que faço eu aqui?
Qual meu projeto de vida em 3D?

Pelo amor a Deus – não sai da sala antes da aula terminar...

QUE PENA...

terça-feira, 17 de agosto de 2010

DIVÓRCIO – MOTIVOS PARA A NÃO SEPARAÇÃO

As estatísticas mostram um razoável aumento nos casos de separação; até facilitados pela nova lei do divórcio; pelo conjunto de circunstâncias que regem a vida contemporânea; isso, era de se esperar. Mas, se a vida familiar e conjugal está cada dia mais complicada; por que muitos casais que vivem mal continuam juntos?
Pode parecer um paradoxo; mas, se os casais tem motivos, os mais variados, para se separar; devem ter também motivos para continuar juntos; e não é por amor com certeza; já que o verdadeiro e incondicional ainda é raro entre nós.
Se não é por amor; e a paixão é brasa que pouco dura acesa; pois, é esfriada, apagada pela convivência do dia a dia; embora às vezes possa ser reacendida, periodicamente. Por que alguns casais permanecem juntos, às vezes, até por toda a existência?

Façamos uma parada para reflexão. Se você tem namorado(a), noivo(a), marido ou esposa, quantas vezes sentiu vontade de abandoná-lo(a). Provavelmente, muitas vezes. E porque não o fez?
Analise os seus motivos; porém, seja honesto (a) consigo mesmo (a). Para auxiliar a reflexão vamos relacionar alguns motivos comuns de não separação.

A base de qualquer tentativa de mudança está ligada á insatisfação.
Se quero mudar é porque estou, no mínimo, insatisfeito.
Se estou insatisfeito porque não reciclar?

Motivos para continuar com a relação:
1) Insegurança ou temor de ficar só.
2) Preguiça de buscar novos relacionamentos.
3) Medo de ser recusado na busca de novas companhias.
4) Interesses imediatos para manter status social ou financeiro.
5) Comodismo e co-dependência.
6) Acho que é kharma a ser resgatado?
7) Conhecimento das diretrizes da vida e desejo de transformar paixão em amor verdadeiro.

Quando a situação parece insustentável e continuamos nela; o motivo mais comum costuma ser o comodismo; nós nos acomodamos tanto uns aos outros que transformamos nossas relações amorosas numa simbiose com características de quase parasitismo. Às vezes as relações conjugais descambam até para o vampirismo ou para a obsessão; e mesmo na relação obsessiva o equilíbrio ocorre pela compensação; pois os casais se obsidiam e se vampirizam de forma alternada. Esse fato, é facilmente observado no estudo do cotidiano de nossas vidas e dos que nos cercam: conhecidos, parentes, vizinhos, amigos. Ainda não são muitos os que tentam reciclar a relação; reciclando a própria visão de mundo e ajustando sua própria personalidade.

Coleciono opiniões as mais variadas.
Dia destes, observei uma conversa entre dois amigos – um deles casado há mais de trinta anos e o outro divorciado após dez anos.
O divorciado indagou ao outro o porque de continuar casado se a qualidade da relação ia de mal a pior. A explicação dele foi interessante - acredita em vidas seqüenciais – sente-se “devedor” da atual esposa e dos filhos – também acredita que já quitou o débito; mas, como no seu entendimento atual, uma existência de algumas dezenas de anos é muito curta e deve ser aproveitada em todos os sentidos – prefere “pagar” a mais do que ficar devendo – além disso, não sente que possa se apaixonar novamente; muito menos que alguém possa fazê-lo feliz, senão por breves momentos, como no caso do atual casamento. Aprendeu a transformar dificuldades e problemas no relacionamento em lições de aprendizado de tolerância, paciência, aceitação, companheirismo, empatia; e, várias outras qualidades. A argumentação do divorciado também foi muito interessante; até concorda que a existência seja curta; daí deve ser aproveitada na busca de ser feliz; acha que relacionamentos como os do amigo, deixam de ser éticos; atrapalham a evolução do casal e até podem manter algum tipo de kharma.

Assunto interessante; pois, dia menos dia, temos que enfrentar situações que envolvem escolhas e seus desdobramentos – em casos como este; vemos que todos tem suas lá suas razões; mais ou menos legítimas...

Confesso que não tenho uma opinião muito bem formada a respeito do assunto; mas, por enquanto fico com esta.
Não interessa que tipo de motivos nos separa; ou nos mantém juntos uns aos outros nas relações conjugais; o que importa mesmo, é transformar todos os outros motivos em aprender a amar quem a vida nos apresenta em cada momento; desenvolvendo o amor e o respeito por nós mesmos.
Novos focos são sempre bem vindos...

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

ÓRFÃOS DE PAIS VIVOS X FILHOCENTRISMO

É inegável a importância da vida em família na construção da nossa personalidade e na realização a contento do nosso projeto de vida. A maioria sabe disso; fala-se muito a respeito; mas, poucos investem na sanidade do ambiente familiar.
Descontado a falta de capacitação dos pais e da pobreza de qualidade íntima de cada um; hoje nos interessa refletir a respeito de mais um dos nossos incontáveis paradoxos: a disparidade da importância dos filhos em nossas vidas.

Estar ou ser órfão de pais vivos é fato cotidiano corriqueiro pelas circunstâncias da vida moderna. Evidente que a gravidade do processo de “abandono” na formação da personalidade do filho, e da sua qualidade de vida futura como adulto; depende muito da qualidade da consciência dos adultos envolvidos; e das tendências inatas da criança.

Como sempre temos as desculpas e as justificativas na ponta da língua – uma das mais usadas é a falta de tempo.

Num passado recente o pai trabalhava fora e a mãe ficava em casa; hoje grande parte dos casais vê-se obrigado a educar as crianças à distância, terceirizando a educação. Em países onde a tecnologia de ponta faz parte do cotidiano das pessoas; as crianças estão “chipadas” e os pais monitoram as atividades da criança á distância via Net.
Estudos americanos indicam que pais e filhos hoje ficam menos de duas horas por dia juntos sob o mesmo teto; trinta anos atrás permaneciam mais de dez horas diárias. Um dado perturbador é que a falta de tempo é irreversível, já que os pais precisam e desejam trabalhar – além disso, se num dia de mais ou menos 15hs de tempo real já está difícil cumprir com as metas de trabalho; caso se confirme a previsão de encolhimento do tempo para 13hs nos próximos meses; a relação pais e filhos vai parecer a dos personagens do filme “O feitiço de Áquila”; quando um está chegando o outro está saindo.
Um alívio é que até o momento, não se provou que a educação à distância traga tantos problemas para os filhos; como um casamento ruim; a falta de participação do pai e o grau de ansiedade de culpa que a mãe transmite para o filho por trabalhar fora. Outro problema; digno de uma reavaliação mais apurada; é que muitos pais que lamentam a falta de tempo; quando chega o final de semana permanecem sentados em frente da televisão; ou trabalhando no PC, em vez de sair, brincar e até conversar com os filhos. Há pais que lotam a agenda dos filhos na esperança de que as crianças, assim ocupadas, não sintam a falta deles. Não dá certo.
Como o tempo escasseia cada vez mais, os pais e as mães desenvolvem um tipo especial e moderno de remorso: a sensação de que não dão às crianças tudo aquilo que elas precisam. E acabam compensando de duas formas. Com presentes - como se isso aumentasse a compreensão para o fato de que os adultos precisam trabalhar- e deixando a criança fazer tudo o que quer, criando indivíduos sem limites e até infratores de todos os tipos. O que pode levar a criança a confundir vínculo afetivo com objetos materiais; o que já acontece com freqüência.

Evidente que muitos outros fatores estão em jogo; e nossa conversa é dirigida a um público especial, relativamente, interessado no problema – mas, há um outro teorema a ser resolvido.

O filho como objeto da projeção de realização dos pais.

Meu filho minha vida!

O filhocentrismo lembra a superproteção, mas é importante saber distinguir uma situação da outra. Pais superprotetores sempre houve; incapazes de serem objetivos e coerentes.
As figuras geradoras do filhocentrismo são mais recentes - pessoas inseguras e atordoadas na sua condição de pais, por uma realidade que se modifica muito rápido; sentem-se pessoalmente culpadas por não poderem reproduzir para seus filhos a vida que tiveram ou que gostariam de ter tido em criança.
Exteriormente suas atitudes podem ser parecidas. Mas os filhocêntricos se anulam e se vêem incapazes de dizer não ao filho, de estabelecer limites, de sinalizar o espaço da criança a partir de seu próprio espaço de pais; anulam-se sob o pretexto de amar demais.
E conspiram contra a construção da identidade dos filhos.
A criança passa a sentir-se o centro do Universo acha que tudo quer e tudo pode; e torna-se um “aleijão ético/moral” como tantos que vemos por aí cometendo grandes desatinos.

Quando a criança passa a ser a principal razão de ser do casal; torna-se uma fixação, capaz de transformar-se em obsessão danosa a todos; pois, é preciso que os pais zelem pela sua própria paz e realização pessoal; até para que seus filhos saibam fazer o mesmo; quando chegar a hora deles.

O amor dos pais; não é panacéia para que os objetivos mais imediatos do projeto de vida de cada um se cumpra com relativo sucesso; mas, crianças que crescem num ambiente seguro, com pais amorosos e sensatos, aprendem a modular suas reações ao estresse que faz parte da vida contemporânea – e, até adoecem menos que as vítimas do filhocentrismo.

Crianças que vivem num ambiente de relações emocionais mais ou menos estáveis; estão mais protegidas contra a possibilidade de não darem certo na vida; ou seja: de aprenderem usando basicamente a atitude de tentar resolver problemas que criaram; fugir da dor e do sofrer que geraram com escolhas inadequadas e sem bom senso.

Claro que cada um de nós vai pontuar sobre o assunto de acordo com sua visão de mundo e experiência pessoal; mas, é válido tentar filosofar a respeito da questão:
O que é dar certo na vida; ou não? Qual a participação da família nisso?
Pela sanidade social dos próximos tempos não diga: Meu filho minha vida! – Mas: Meu filho compartilha minha vida!

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

O CASAMENTO ACABOU! – PARA QUE CASAR?

Essa é uma frase prá lá de comum.

O casamento acabou - para que casar?

Meu filho, minha filha, não cometa essa besteira!
– Pois, casar hoje não segura marido nem mulher e o que é pior, nem filhos mais seguram casamentos; casa-se e separa-se como se troca de roupa.
Cuidado com as rapidinhas; pois, se for macho pode ser escorchado com acordos milionários; isso se for rico e na mídia; caso seja pobre; estará na praça mais um filho de mãe solteira (no sentido de pobreza e de oportunidades na vida material e psicológica).

Nesse tipo de interpretação carregada de insatisfação está o erro: o homem não está virando um animal; apenas porque que se fingia de homem - é que está descaradamente ficando à mostra frente a si mesmo e aos seus iguais.

Vários fatores contribuem para aumentar o casa/descasa em larga escala, vejamos alguns deles:
O principal e mais importante é a imaturidade e a educação paupérrima em valores éticos.

As condições de instabilidade e de insegurança do momento criam nas pessoas uma ânsia de aproveitar o que acham que a vida tem de prazeroso a oferecer, e como são imaturas a convivência é sempre difícil e dolorosa – daí, o bordão: Prá que casar?

Esse filme é o mais assistido recordista de bilheteria no cine cósmico:
Passada a fase de romance (ás vezes de minutos numa das baladas da vida); uns sempre põem a culpa nos outros pela sua insatisfação pelos aconteceres em sua vida; traduzindo a própria incompetência em ser feliz e realizado.
Daí vão em busca ou já buscam mesmo durante a relação em curso, aquele alguém que os fará feliz quando a grana domina e, é boa, farta; quando não; quando apenas “farta” (no dicionário manes): chamam-nos de traidores, pilantras, manos.

E, assim, nós, esses seres de múltiplas caras, vamos levando a vida; somos casados com uma pessoa; mas curtimos a fase de namoro de meu bem para cá, meu bem para lá com outras; na real ou assistindo TV; na NET; nas elucubrações mentais...

Um dos motivos; dessa visão caolha das relações; é que, não nos damos tempo para compreender e nem para aceitar o outro como ele é. Para aumentar a dimensão do pula/pula a cerca real ou mental do respeito às juras e aos solenes compromissos; a liberação da mulher contribuiu para tornar a coisa mais explícita – botar os pingos nos is; pois antes poucas tinham coragem de abandonar os maridos infiéis ou por outros motivos mais íntimos. Antes uma mulher descasada era mal vista socialmente; mas a globalização aumentou o número de descasados e banalizou o fato. Nada bom nem ruim; apenas expôs a realidade como ela é nua, crua, burra – tal e qual num noticiário das sete; cósmico.

Outro fator no aumento do casa/descasa é sócio/cultural; pois, o conceito amor e vida conjugal é muito romanceado na sociedade; principalmente pela mídia televisiva e das revistinhas de sacanagem cultural.
Planta-se a idéia na cabeça das crianças e dos jovens daquela maravilhosa e eterna vida de felicidade a dois; porém, o dia a dia de dois imaturos, egoístas e despreparados mostra exatamente o contrário; levando-os à angustia; à sensação de fracasso, de incompetência, irritabilidade, depressão e até à doença física; pois, um sempre espera do outro o que ele ainda não tem para oferecer fora do momento da relação sexual, ou até antes e durante: diálogo; respeito, carinho; e pior: um espera do outro o que ele mesmo não oferece. Todos querem receber sem a contrapartida de dar. Fazem questão de ignorar a lei de retorno: é dando que se recebe.

Momento de reflexão para casados, descasados e sem ninguém:

ESTÁ DANDO O QUE E PARA QUEM?

sexta-feira, 30 de julho de 2010

AMOR & FAMILÍA S.A.

Uma empresa em extinção?

Profundas transformações induzidas ou introduzidas em buracos culturais; está atingindo as pessoas; o que põe a descoberto nossas mazelas íntimas, familiares e sociais.
Sei lá quando, antes; mas, antes família era sinônimo de amor e casamento e qualquer deslize podia ser escondido sob o tapete da hipocrisia social confinada a um pequeno grupo; até ajudado por outras empresas como as “casas de tolerância” ou factory Love; mas, hoje qualquer deslize pode ser colocado via satélite para a apreciação e o julgamento de milhões de pessoas; e cada vez fica mais difícil manter as aparências; ou se é ou não.

Além de uma maior transparência dos fatos e das pessoas serem obrigadas a se mostrar de verdade; está em curso uma conjugação de fatores que gera na intimidade das pessoas uma sensação de liquidação para balanço, uma vontade de aproveitar não eu sei o que, antes que acabe; isso cria e alimenta uma ansiedade doentia. Ninguém quer parar para pensar, pois se o fizer o outro pode aproveitar a vida mais do que ele. Sem dúvida, isso iria desembocar no que se chama de amor e nas relações pessoais e familiares, dia menos dia, e com intensidade cada vez maior.

O sentimento do amor como exemplo está passando por uma profunda revisão. Daí; o próprio conceito de casamento e de família.

A reciclagem do conceito amor:
A cada etapa evolutiva superada, a cada novo degrau conquistado na evolução, o sentimento do amor deve ser reciclado, atualizado, reestruturado.
Para as pessoas que ancoraram na fase animal com predominância dos reflexos e dos instintos, amor: é a pura e simples relação sexual proporcionada por hormônios, odores e atração energética pelo sexo oposto, de cujo fruto pode nascer as crias ou filhotes que perpetuarão a espécie; para esses o ideal seria usufruir desse amor sem crias; pois de certa forma já se sentem um pouco incomodados pela responsabilidade que vem junto com o filhote e seu destino. Para muitos: crias significam estorvos ao egoísmo, á luxúria, ao orgulho; daí tentam legalizar o aborto – ou fazem como os chinas que matavam na cara dura as primogênitas e hoje as transformam em rainhas de um pobre hárem – daí que na atualidade, disfarçadamente pela cultura, é o país dos sei lá...

Tal e qual nas empresas com administração arcaica; na tentativa de manter a mofada estrutura de família:
Algumas dessas “tribos” têm cara de ser humano, jeito de ser humano, vestem-se como tal e já apresentam o gérmen do amor/materno e paterno traduzidos nos cuidados que dão às crias nas primeiras horas ou dias de vida pela sobrevivência; descaracterizam-se como seres humanos ao abandonar as crias à própria sorte e à ação de predadores. Como já são dotados de um
certo grau de livre-arbítrio; nesse momento atiram a pedra do abandono que irá desencadear a futura experiência deles próprios na orfandade de todos os tipos, num futuro nem tão distante.

Nesta fase algumas “tribos” já são monogâmicas, outras; porém “pegam” o primeiro parceiro que aparece pela frente.
Para os que intermedeiam a fase de animal e de troglodita, o amor já pode ser uma energia mais elaborada, pois já começa a brotar o desejo de pensar junto ao sentir e agir, que precede e dura até o final do ato sexual chamada “tesão” (é uma energia de instinto já com uma certa elaboração mental). Nesses, o gérmen do amor/materno/paterno/cria, já está mais desenvolvido e a interação mãe/pai/cria é mais duradoura e interativa (primórdios da educação). Surge nessa fase a descoberta das sensações mais elaboradas iniciando a estimulação dos sentimentos pelo: olhar enternecido, toque, afago, carícia e desabrochar do sentir-se responsável...
Para os que se encontram ainda na fase de trogloditas, além do reforço contínuo das conquistas da fase anterior, somam-se outras: o sentimento de responsabilizar-se pela vida e pelo planeta, estende-se aos outros membros da espécie mais próximos.
A capacidade de discernir se refina, o livre-arbítrio aumenta e a lei de causa/efeito começa a ser sentida em toda sua plenitude. Dessa fase em diante começam de verdade os problemas do candidato a homem: é possível escolher; mas em contrapartida é obrigatório colher. Mais elaborada a evolução: a criatura percebe que desgostando do que colhe o plantio pode ser refeito, mudando-se as conseqüências...

Começam a se formar os grupos em sintonia pelo tipo de amor já alcançado; as “tribos em rede”. Uns decidem progredir e outros estacionar. O risco de atraso pessoal e coletivo é nessa fase quando o sentimento do amor ainda primário e sensitivo pode ser levado a paroxismos e a extremos. É a manutenção do limite máximo da sensação de “tesão” a respeito de tudo que seja do sexo oposto ou até que não seja... Daí, estaciona também a relação interativa mãe/pai/filhote, a educação emperra e as criaturas começam a colocar-se à margem do grupo maior em virtude da estagnação da relação interativa social. A interpretação de dor e sofrimento físico ou moral “correm leves, livres e soltas...”
Muitos de nós se encontra nessa fase intermediária entre o troglodita e o ser humano; nela já se pensa mais portanto já há reavaliação das escolhas e dos atos, seja consciente, seja energética ou inconsciente, disso nasceu o sentimento de culpa que tanto nos inferniza, alimentado com a ajuda de alguns espertalhões que querem vender aos outros a paz íntima, como se isso fosse possível...
No quase/homem o sentimento do amor já tende a se tornar mais pleno; porém predominam os interesses somados aos instintos ainda pervertidos em muitos. Daí, o predomínio do amor/paixão nas relações com envolvimento da energia sexual, do amor/apego e do amor/posse nas relações afetivas mãe/filho/pai e até entre os outros membros do clã; devido a isso, as relações familiares necessitavam e ainda necessitam durante algum tempo mais do casamento documentado e legalizado para manutenção do equilíbrio social.

Mas, tal e qual nas empresas do presente; para que a instituição família e casamento sobreviva sem falir; é preciso; acima de tudo: aprender a amar com inteligência – amar com o cérebro, o coração e os órgãos genitais integrados. Na ordem certa.

Aprender a ler nas entrelinhas da vida, é mais do que básico; pois os analfabetos da leitura do dia a dia não merecem permanecer nesta sala de aula.

A vara de execuções penais cósmicas, com prazo para acabar, promove o último leilão para saldar os débitos dos interessados...

quarta-feira, 21 de julho de 2010

LEI ANTI-PALMADAS – PROBLEMAS NA EDUCAÇÃO DO CASAL

Planejamento da vida familiar: seguro contra as penalidades da lei anti-palmada.

Nossa vida é uma bagunça quase organizada.

A informalidade tomou conta da vida das pessoas. Quando dizemos que nas casas não há regras queremos dizer que a vida em família está mal gerenciada para os dias atuais.
Em muitas delas, cada um faz o que lhe dá na telha; e as regras são aplicadas ou não; apenas quando interessa.
As pessoas se juntam ou “ficam” como dizem os mais jovens de papel passado ou não; e vão tentar viver em comum para ver no que vira. Nem tanto assim; mas, é quase isso.

Falta planejamento, a começar pela própria constituição da família.
Os jovens ainda as formam, baseados em impulsos momentâneos.
Poucos sabem quem são e o que querem para si com discernimento e clareza. A vida em comum está muito romanceada, até novelesca. Isso, explica em parte os motivos de tantas separações precoces. Conversar sobre amenidades sob o fogo das paixões é uma coisa; conviver com uma pessoa desconhecida todos os dias é outra bem diferente.
Os objetivos de vida do casal nem são bem definidos; e muitas vezes nem muito compartilhados. Além disso, o papel de cada um na vida em família não está definido com clareza nem lógica.
Quando nasce um filho programado ou não; a relação entre o casal já estremece. Os pais não se preparam para receber a criança. O despreparo é emocional, afetivo e principalmente gerencial. Além disso, nesta vida midiática, são bombardeados com informações de como melhor educar o filho tanto pela família quanto pela rua (nova mídia); e acabam se atrapalhando com coisas bem simples e até naturais. De repente gerar um filho poderia coroar a relação afetiva e de realização humana do casal, e ao invés disso, torna-se um problema e, até um motivo para que simples regras de funcionamento da casa sejam esquecidos. Se é que já as havia – e atualmente, num arroubo mal controlado de cólera: encrenca com a justiça.

Muitos são os motivos que levam as famílias a viverem uma vida complicada e até com muito mais momentos sofridos do que alegres; simplesmente pela falta de planejamento e de regras de convivência que, sejam lógicas, claras e efetivamente cumpridas ao pé da letra

Filho de mala: malinha.
Na constituição da nova família cada um dos parceiros recebeu um tipo de formação cultural diferente; as regras em casa eram diferentes, até na maneira como eram aplicadas e respeitadas.
Com certeza tanto um quanto outro trazem problemas até sérios de educação, e, eles são tantos, que é impossível abordar todos neste tópico. Vamos analisar os que precisamos tentar resolver com mais urgência (quando digo precisamos é porque os problemas na educação de uma pessoa ou de uma família interessa a todas as outras; esse assunto não comporta mais qualquer tipo de alheamento sob pena de todos os esforços em prol da paz tornarem-se vãos).

Confusão entre educação e instrução/informação
Quando se trata de instituir regras de convivência familiar cotidiana o que não importa muito é a formação técnica das pessoas e o seu grau de instrução. É preciso desfazer a confusão que foi criada entre educação e instrução/informação. São coisas complementares, mas independentes.
Educação é a construção do indivíduo. Instrução é a sua capacitação para a vida profissional e social. A primeira engloba a intimidade da pessoa é a sua marca de qualidade pessoal e comporta a instrução e a socialização. A segunda não comporta a primeira, ao contrário, pessoas muito instruídas, porém mal educadas representam enorme perigo para a paz pessoal e social (é deprimente ouvir comentários até de pessoas com responsabilidade social importante ao apresentarem algum tipo de espanto ao analisar atitudes anti-pessoas/sociedade de indivíduos com formação técnica/profissional, como se um médico, engenheiro, advogado, ou juiz, tivesse obrigação de ser uma pessoa de boa qualidade em razão apenas de seu grau de instrução).

Um bom número de pessoas bem instruídas pensa que encontrou um bom caminho para educar seus filhos terceirizando a educação pagando as melhores escolas, onde a criança possa receber regras e limites. Grave erro, pois a responsabilidade maior sobre a educação da criança cabe à família, em seguida: professores, escola, governo, mídia, meio social (instituições, empresas, organizações), justiça, etc. E a educação do indivíduo como um todo cabe principalmente a ele mesmo: auto educação.

Pobreza de conteúdo
A pouca qualidade pessoal da maior parte das pessoas espelha muito bem a falta de conteúdo da educação.
O melhor termo para representar a educação que predomina é: treinamento. As crianças não são realmente educadas elas são treinadas e muitas vezes bem mal treinadas para viver uma vida apenas exterior de convivência social; aprendendo regras que ninguém respeita como seria de se esperar. É que são tantas as regras a serem cumpridas para padronizar as pessoas que no fundo todo mundo passa a sentir enorme prazer ao quebrar quantas seja possível...

Teoria e prática
O treinamento da criança envolve excesso de teoria sem permissão para praticar. A maioria dos adultos são muito controladores – daí, o risco que as crianças que não se deixam controlar. Pessoas ainda incompetentes para a vida humana metidas a deuses a ditar os limites e o que os outros podem ou não fazer. Querem ditar até mesmo os padrões de felicidade e de tristeza, de vencedores e de perdedores.
Um dos graves problemas que esse tipo de controle traz para a vida da criança é o desconhecimento dos próprios limites como pessoa.

Recursos pedagógicos paranóicos
Todas as atitudes que se enquadram em padrões condenáveis pela estrutura social que os adultos pregam para as crianças, a família usa e abusa como recurso pedagógico tais como: mentira, chantagem, tentativa de controle, terrorismo, violência de todos os tipos, suborno, hipocrisia, etc. O que mais assusta a quem se interessa pelo futuro pessoal e coletivo, é que essa paranóia; é tida e vista como uma coisa normal: sempre foi e sempre será assim, é a desculpa que as pessoas mais gostam de dar. Banalizaram alguns padrões de comportamento que são verdadeiras aberrações.

Como atenuar?
É preciso que na instituição da família seja acertado de comum acordo um conjunto de regras claras, lógicas e que sejam cumpridas à risca para que quando vierem os filhos o processo esteja automatizado. Pois, é necessário educá-los para a vida e não apenas capacitá-los a exercer uma profissão, a conviver com as pessoas ou mesmo a comportar-se de forma bem hipócrita.
Atenção para o detalhe: os adultos deve tentar reciclar seus conceitos de vida em família de forma contínua; pois o educando não é apenas a criança; é o ser humano sempre. O adulto deve aprender a compartilhar com a criança o seu próprio processo de reciclagem da educação que recebeu aprimorando o conjunto de normas que regem a vida da família.
Em se tratando de limites: quem não os tem claros, não será capaz de ensinar limites a ninguém.
Quem não pratica limites, não os respeita é incapaz de sinalizar limites aos outros.

Tornar as coisas da vida simples, práticas e inteligentes é uma condição básica para a sobrevivência das pessoas como seres humanos daqui para a frente. (boa parte dos candidatos a humanos nos próximos anos viverá como gado: manipulado, conduzido, incapaz de tomar decisões...,)

Cuidado: tapinha de amor dói – e dói muito na consciência – levando ao suborno afetivo para compensar.

sábado, 17 de julho de 2010

A GERAÇÃO CRIADA NO REGIME DE CONFINAMENTO E ENGORDA

O que nossas crianças fizeram para nos merecer?

Embora não seja de grande valia para as crianças da atualidade; a própria OMS faz coro a algo que percebemos há vários anos: as crianças de hoje e os jovens detém a possibilidade de morrer bem antes que seus pais. Por que essa assertiva não será de grande valia para eles? – Simples, não há interesse em resolver problema algum; pois, os lucros, o poder e a fama tão buscada por esta geração de adultos gananciosos; estão acima de qualquer interesse pela vida dos outros e até da própria.

Pouco importa que muitas pessoas da maioria silenciosa se sintam ofendidas ao serem comparadas a gado; que se deixou confinar. Pela sua inércia, seus descendentes estão sendo criados em regime de confinamento e engorda, com requintes da crueldade: são estressados com fúria para que comam sem parar e engordem rápido para que sirvam de pasto para seus predadores. O próprio conceito religioso de rebanhos e pastores é desastroso.
A quem interessa esse maluco estado de coisas? Aos líderes da manada? Aos chefes de rebanho? – Mas, a quem eles estão submetidos? – Quem lucra o que com esse estado das coisas?
Algumas perguntas já têm respostas; outras ainda não; pois, é preciso desvendar o véu da realidade a respeito de que somos nós e o que fazemos aqui; para deixarmos de ser cobaia.

De forma resumida, vamos por partes:

Confinamento?
A ganância das gerações anteriores fez com que o espaço público fosse mal usado – as crianças de hoje não têm onde usar o corpo físico – os ambientes domésticos são cada vez mais minúsculos e cheios de porcarias tecnológicas. Sobra o espaço da escola para dividir com centenas de outras.

Estresse?
Já abordamos esse assunto em vários outros artigos; mas, apenas para ilustrar: a própria atividade física é estressante – a criança é colocada na natação, ginástica, balé...; tudo pago; e se a família está pagando a criança tem que ir quer sinta ou não vontade; caso ela dê o azar de se mostrar hábil na atividade; logo surgem os professores e depois treinadores para transformar lazer e brincadeira em competição e mais uma obrigação estressante.
Nosso foco hoje será: Hábitos que se tornam vícios – pequenos descuidos que se tornam grandes problemas.

Como a dieta é um dos principais recursos pedagógicos para nossa evolução; o foco como não poderia deixar de ser: hábitos alimentares.

Essa criança não come nada...

Os hábitos são transmitidos de geração a outra sem muito senso crítico; o que antes eram considerados bons hábitos; hoje são considerados como daninhos e até perigosos.
Esse menino é bom de boca: come bem e quer comer a toda hora! “Se ele quer; eu dou! - Afinal, quanto mais se come, mais saúde se tem”... “Se você comer tudo vai ganhar aquela sobremesa gostosa”... Pequenos e saborosos descuidos a criar um futuro obeso, diabético ou glutão pé na cova.
“Deixa ele experimentar; só um golezinho não faz mal”.
Pequenos descuidos a criar viciados em refrigerantes, estimulantes e alcoólatras.
“Ao menos enquanto assiste TV dá sossego”... Com essa idade; ele já domina o videogame como ninguém”. Pequenos descuidos a criar futuros insones, desmemoriados, míopes, sedentários, etc.

Os pais se encarregam de viciar os filhos desde o nascimento.

O primeiro vício é fisiológico: alimentação. - O egoísmo e o orgulho das pessoas as levam a tentarem que seus filhos sejam maiores e mais fortes do que os dos outros. Quem não ouviu a pérola da normalidade: - “Nossa que grande e esperto é o seu filho! - Quantos meses ele tem? – Cinco! – Nossa, parece que ele já tem um ano. O que você dá para ele comer? - Esse diálogo torna-se mais engraçado ainda quando a mãe do campeão é iniciante em vida natural. - “Só dou para ele o seio” – diz, toda orgulhosa - deixando a outra com inveja ou culpada. Ocupando esse espaço da nossa lentidão no pensar, a mídia se encarregou de propagar – o quanto mais; melhor. Isto é bom para aquilo, etc.

A criança como sempre, é desrespeitada e obrigada a se viciar na quantidade e no tipo de alimento que o adulto quer; - para sentir “prazer” ao comer.

Para as crianças da geração nova; isso é detestável: encher a pança até regurgitar, passar mal, ter dor de barriga, ficar intoxicado e queimar toxinas através da febre com seus mal estar – e depois ser obrigado a engolir remédios amargos, fedidos, agüentar injeções dolorosas aplicadas por pessoas que de tanto fazerem isso, acham normal e se tornam insensíveis á sua dor – pior é que querem que se submeta a isso sem espernear, chorar, xingar, revidar - isso é demais.

Alguns pais comem através da criança, projetam nela seus desejos e necessidades, outros não oferecem a ela alimentos adequados, apenas porque não gostam deles – depois todos dizem que as amam.

Um bom exemplo, dessa doidice, é o paladar doce que atrai a maioria – porque não poderia ser a sensação azeda, amarga, picante ou sem sabor? - Quem se atreve a explicar?
Que motivos levam o adulto a não preparar o leite da mamadeira ou o suco para a criança – para ela - mas, para si mesmo? - será para o seu próprio paladar já viciado – essa atitude é egoísmo ou amor?

Descontadas as tendências do ser vivente em progresso - na primeira infância - os vícios são adquiridos, mais pela influência direta do meio familiar do que pela força dos desatinos do passado que precisam ser corrigidos. Não vale a pena discutirmos aqui a influência dos adultos nos vícios que a criança pode copiar - já entendidos como tal: cigarro, bebidas e drogas.

Na criança maior uma força bastante poderosa é a pressão de grupo - a mídia - as coisas da moda – o poder.

Um exemplo: nessa faixa etária além da introdução do hábito da bebida e do cigarro, temos jovens que causam danos ao corpo pelo uso de substâncias que alteram o metabolismo e exercícios exagerados, e que vão pagar um preço muito alto no futuro (doenças). Para formar par com eles, temos as jovens modeladas com silicone e as “aspiradas”. Outro foco de desatinos é a teoria das coisas diet, light, baixos teores, encha a cara com moderação.

Esperamos não ter decepcionado os que esperavam roteiros e receitas mágicas na arte de educar e receberam mais material para novos questionamentos. Repetições de conceitos são inevitáveis e alguns até propositais; devido à sua importância em nossas vidas; pois, quando falamos de uma boa e saudável educação para as próximas gerações não podemos perder de vista nossa reeducação e da sociedade nem que seja repetindo, repetindo, como faz a mídia que mais deseduca e reforça aspectos negativos do que ajuda.
Desejamos que o amigo; incorpore na sua visão de mundo; que, nós não educamos de forma direta e definitiva, participamos. Podemos tornar a tarefa mais fácil e eficiente. Claro que nesse processo ocorrem desperdício de talentos, conhecimento e tempo, além de enganos, erros e acertos; isso é lógico e normal, porém é preciso cuidado, para não banalizar o conformismo disfarçado de normalidade. “Hoje em dia é assim mesmo”, pois a soma de pequenos descuidos sempre conduz a grandes problemas.

Que estes simples alertas tenham atingido seu objetivo sem provocar culpas nem remorsos. Quantos de nós podemos nos considerar pais e mães de qualidade, sem descuidos e problemas? Como nos sentimos? O saldo até o presente momento foi positivo? Mesmo que não tenha sido, isso não tem tanta importância assim; errar faz parte da arte de aprender. Para ficarmos em paz, basta que tentemos corrigir-nos a cada novo momento, oportunidade e conhecimento. Não é difícil transformar pequenos descuidos em grandes lições, e uma atitude inteligente para trilhar esse novo caminho em segurança e com alegria é não nos compararmos com os outros tendo os filhos como modelo e parâmetro; pois, cada um de nós é distinto, não há um idêntico ao outro; o mesmo vale para nossas famílias; portanto, não devemos nos sentir nem mais nem menos; somos apenas nós mesmos. Quem comete esse pequeno descuido costuma cair na armadilha de se achar bons ou maus pais apenas porque seus filhos são bem ou mal vistos; muitos se imaginam pouco competentes; porque seus filhos são considerados problemáticos pela sociedade; sendo que, estão fazendo um belo trabalho dentro das condições e das possibilidades que têm no momento – O que nos faz pensar assim? Não nos lembramos de analisar as tendências e os impulsos que cada um traz ao nascer como efeito da lei de retorno – Além do mais, ensinar quem deseja aprender qualquer um é capaz; já o bom mestre é aquele que consegue motivar o aluno displicente e recuperá-lo, nem que seja em detalhes que apenas mestre e aluno percebam – não educamos nossos filhos para os olhos do mundo, mas para que sejam felizes e realizados dentro da tarefa que, vieram desempenhar na existência.
Se após a leitura deste pequeno artigo algumas pessoas já se conscientizarem que, a arte de educar os filhos é um fato dinâmico e não passivo (pequeno engano), nos damos por realizados com este trabalho.

Qual nossa função? - Somos provedores da educação, fornecemos o material didático para que se eduquem; não, não se trata colocá-los na escola mais cara da cidade ou pagar para que façam todo o tipo de curso extracurricular - importa sim, a nossa postura e padrão de atitudes no dia a dia; nada a ver com o aspecto formal como “exemplos aparência” ou coisas de simples obrigação. O que fica retido no subconsciente da criança são os exemplos que damos de tentar melhorar e corrigir atitudes a cada dia; é dessa forma que lhes passamos a inspirar confiança. Quando se trata de lidar com crianças de hoje, é bom admitir que, há muito que melhorar; não adianta tentar esconder; pois de um jeito ou de outro eles sabem disso.

Idéias para esboço de solução no coletivo:
Planejamento familiar assistido.
Disciplinar de forma rígida o crescimento das grandes cidades.
Áreas não construídas seriam transformadas em espaço de lazer e atividades físicas.
Todas as novas escolas seriam estilo CEU integrados á comunidade.
Inibir através de regulamentação a propaganda de produtos capazes de afetar a saúde (comida, bebidas de qualquer tipo, drogas, medicamentos.
Investir fortemente na educação para reduzir os gastos com as doenças.

Assuntos; para muitos bate papo:
Mas, voltemos ao início – pois, boa parte não entendeu nada:

O que nossas crianças fizeram para nos merecer?

sexta-feira, 9 de julho de 2010

A QUALIDADE DO AMOR

Um dos conceitos mais buscados na atualidade são padrões de qualidade para tudo: especialmente a indecifrável qualidade de vida – mas, pouco ou nada se ouve a respeito da qualidade do amor.
É possível qualificar o amor?
Sim.
O amor comporta infinitos padrões de qualidade ou padrões de freqüência vibratória; as variações correspondem às diferenças de qualidade da maturidade psicológica das pessoas envolvidas na análise.
Quanto mais maduro e evoluído é o indivíduo, mais elevados, éticos, e desinteressados, serão seus fins; mais puros serão seus ideais; e mais elevado será seu padrão vibratório.
Quanto mais atrasado e imaturo é o indivíduo mais egoístas e interesseiros serão os seus desejos; até porque, ainda é pobre de ideais.

Maturidade, não deve ser confundida com idade cronológica.
O padrão de qualidade do amor é diretamente proporcional à qualidade evolutiva das pessoas. Por exemplo, quem mata por amor é um assassino e não, um ser amoroso; o crime passional não pode usar o conceito amor como desculpa.

Podemos avaliar a qualidade do amor humano segundo vários ângulos:

• Capacidade de expressar amor, em palavras, atitudes, olhares.
• Maturidade intelectual; afetiva; emocional; social; religiosa; acrescentaríamos a maturidade profissional, em virtude da importância que assumiu a qualidade do trabalhador nos dias de hoje.
• Capacidade de se conectar e de interagir.

Como o amor é um tipo de energia que não pode ser estocado nem bloqueado, apenas deve fluir sempre. Interessa-nos muito estudar com mais detalhes o padrão de qualidade humana segundo a capacidade que a pessoa desenvolveu de conexão e de interação com os semelhantes.

O amor é pura conexão.
Todos já ouvimos dizer e por intuição ou dedução sabemos disso, que somos irmãos, filhos de um mesmo Pai; mas, no corre-corre do dia a dia focamos apenas a materialidade e, essa colocação nos parece por demais abstrata, filosófica. Perder tempo pensando nisso, é para quem não tem o que fazer. Besteira! Perda de tempo!

Se eu não consigo tempo nem recursos para satisfazer todas as minhas necessidades ou dos que considero meus, da minha família; como posso me interessar pelas necessidades ou pela felicidade de outros que nem conheço?
Quem me garante que se eu estiver necessitado, alguém vai me ajudar; vai me socorrer?
Quem sabe se depois que todos os meus desejos estiverem satisfeitos; quem sabe?

O zelo de si mesmo sem os devidos cuidados pode exacerbar o amor próprio, vitaminado pelo orgulho e pelo egoísmo.

O admirador incondicional de si mesmo vai aos poucos desconhecendo os valores e os direitos alheios.
A auto-admiração é uma doença de cura difícil; pois se instala na busca apenas do conforto próprio levando a pessoa a acreditar que somente ela faz as coisas certas; tem fé apenas nas próprias forças; e se desapercebe da ajuda dos outros.

Desprezamos a cooperação alheia quando estamos no conforto, na boa posição social e financeira; ou em relativa tranqüilidade.

Buscamos a ajuda do próximo; quase sempre quando estamos em aflições.

Essa é uma das razões de permanecermos sempre desconectados uns dos outros; rodeados de problemas, dificuldades e doenças.

As aflições têm o potencial de aproximar as pessoas fazendo-as descobrir a conexão e a interdependência que existe entre todos.
O ideal é buscar um melhor padrão para nossa conexão com tudo e com todos por vontade própria; ao invés de impelidos pela fuga da sensação de sofrer.

Da mesma forma que o amor a conexão é um determinismo.
Essas dúvidas e afirmativas são comuns para quem ainda desconhece sua dupla realidade: física e extra/física. Vista e analisada pela realidade física a conexão entre nós é um caso de querer conectar-se ou não; e desconectar-se; quando for interessante para nós.
Do tipo casa e separa.
Compra e vende.
Ou uma obra do destino; como nascer numa determinada família, e nesse caso, muitas pessoas imaginam que os laços de família podem ser cortados quando for do interesse delas.

Essa visão parcial da realidade traz mais dificuldades do que se imagina; e, não é só para os que têm essa visão de realidade; mas para todos; para toda a humanidade; já que, queiramos ou não; estamos todos conectados.

Outro problema a ser resolvido, é perceber que a realidade permanente da vida ou verdade natural, é a realidade extra/física.

Exemplo:
Estudemos uma situação comum como a de uma pessoa que esteja magoada, decepcionada com seus familiares, os abandona e vai para longe; só mudou a realidade física, colocou apenas alguns quilômetros entre eles, já que os vínculos energéticos persistem; pois, mesmo indo embora ninguém é capaz de obrigar ninguém a não amá-lo ou a não odiá-lo; e dia menos dia os vínculos se estreitam criando nós e retornam para serem desatados com dor ou sem dor.

Devido a ser o próprio amor a conexão é um determinismo universal; apenas a qualidade das interações é que é livre.
Cada qual se torna responsável pelo que recebe e pelo que repassa de si aos outros. Isso nos interessa a todos.

Podemos separar as pessoas segundo sua capacidade já desenvolvida de perceber suas conexões em:
• Indivíduos que vivem apenas para si.
• Pessoas focadas apenas nos seus.
• Os que já se dedicam a amar um grupo ou um povo.
• Criaturas que dedicam sua vida a amar toda a humanidade.

O amor é interação.
Estamos conectados a tudo e a todos; nossa origem energética é a mesma. A percepção deste fato mudará radicalmente nossa relação com as pessoas e até com o Universo.
Na nossa trajetória evolutiva criamos ininterruptamente laços de interação.
Toda vez que fazemos uma escolha estamos interferindo com o todo e com todos.
Cada escolha que fazemos tem um padrão vibratório que se propaga; e sintonizada, essa escolha com as similares, nós criamos um padrão coletivo do qual fazemos parte.
Se o mundo hoje é o que é, fomos nós que o fizemos assim; e em todos os sentidos, tanto no que consideramos positivo, quanto no que consideramos negativo. E quando eu digo: nós; não é algo abstrato ou os outros.
As antigas gerações e os antigos povos foram nada mais nada menos do que nós mesmos, ontem.

Á boa qualidade das interações; nós damos o nome de evolução do amor entre os homens – amor de boa qualidade.

A QUALIDADE DO SEU AMOR LEVA A SUA MARCA PESSOAL.

sábado, 27 de março de 2010

OS INSTÁVEIS ALICERCES FAMILIARES DO PASSADO

NADA MAIS SERÁ COMO ANTES!

Estamos sendo centrifugados pela velocidade com que se processam as informações e, acuados pela mídia de ação rápida, seus desejos, interesses e valores.
Em tudo e até na vida em família; nada mais será como antes.
Não adianta ter saudades do chamado por algumas pessoas: bons tempos.

Houve tempo em que as condições do ambiente social não desencadeavam influência tão forte nos indivíduos, na família e na sociedade, quanto nos incríveis dias de hoje.
Antes de um julgamento apressado de mais ou menos evolução de uns ou de outros; como se faz com freqüência, é preciso que se dê o devido desconto às gerações anteriores: nos últimos 50 anos a velocidade com que as transformações aconteceram foi inimaginável; se comparadas a períodos anteriores da evolução humana, aos milênios anteriores, mas o que é o tempo? – Defina o seu conceito.

É fundamental rever alguns conceitos que entram nas nossas avaliações.

1) A disciplina:
Antes, até pouco tempo, as famílias davam a impressão de fortes, coesas e disciplinadas a ponto de coibir as idéias capazes de criar mudanças aos princípios sociais pré/ estabelecidos. É que a maioria das pessoas questionava menos; e, é natural que os “velhos de hoje” rotulem os “jovens de hoje” como: rebeldes que contestam demais; desobedientes; perdidos; “sem valores morais”; “uma geração desorientada”... Diríamos, que hoje forçosamente, é que o ser humano começa a se encontrar consigo mesmo e com os outros de forma clara.
Quando os “jovens de hoje” rotulam os “velhos de ontem” de múmias, não estão sendo cruéis, rebeldes, irreverentes, irresponsáveis ou maldosos, estão sendo absolutamente, “verdadeiros”, sem que o saibam, pois basta procurar no dicionário o conceito do que seja uma múmia. * (vá ao dicionário)...

2) Valores morais:
Mumificados que estávamos na hipocrisia cultural ao acordar hoje, estamos mais ou menos perplexos com essa movimentação toda denominada globalização; que provoca uma necessidade de reestruturação do comportamento humano o que provoca nas pessoas mais imaturas: insegurança; estresse crônico; medo; ansiedade; intranqüilidade - num turbilhão, estamos sendo jogados de encontro a nós mesmos e de encontro aos outros. - estamos, subitamente, nos libertando de nossos medos e ao mesmo tempo nos libertando uns dos outros. Porém, a aceleração da interatividade faz com que caiam rapidamente as máscaras da hipocrisia nos deixando nus; pelados..., os lobos “metidos a cordeiros”...

3) Liberdade:
Quanto mais se pensa mais se exercita o livre-arbítrio e, mais livre se torna o ser humano. E, como nada ainda é perfeito: a liberdade para nós quase seres pensantes, é um paradoxo como tantos outros. Pois, ansiamos por ela, mas não sabemos ainda o que fazer com o direito de ser livre; como usá-la - tal e qual uma criança.
Um exemplo: a libertação dos dogmas e das superstições religiosas - quando o homem se libertou do antigo dogma: sexo é pecado; ficou um tanto quanto perdido, sem referências. Quando se libertou dessa camisa de força, o ser quase pensante tendeu à permissividade; o que é absolutamente lógico; já que retidos tendemos a ir de um pólo ao outro até que atingirmos o ponto de equilíbrio.

4) Materialismo:
Como ela não existe, é uma ilusão de conceito e dos sentidos, nada mais paradoxal para um ser humano do que assistir à própria morte.
E, nada mais cruel para um materialista do que assistir e participar do fim da era materialista (leia e estude Einstein, seus postulados, seus conflitos íntimos, sua vida).
O materialismo pregando a liberação dos instintos sem o crivo da razão em nome da liberdade sem responsabilidade; introduz nos arquivos mentais e emocionais do homem a anarquia emotiva; e o conduz à doença e à loucura; porque o esvazia de conteúdo ético; o que mantém o indivíduo na condição de troglodita; pois, retira-lhe a perspectiva da inteligência e a busca da espiritualidade que faz parte de sua estrutura psicológica, daí criam-se conflitos e explodem paixões.
Essa bagunça íntima gera perturbações e ansiedade doentia como: Estresse, Depressão, Angústia Existencial, Medo Mórbido e Pânico.
A pessoa penetra e, não consegue sair do penoso labirinto da insatisfação negativa; porque na sua intimidade o indivíduo tem noção da medida da sua responsabilidade e dignidade. E, quando se precipita na irresponsabilidade; na perversão; a vergonha e a culpa se instalam em seu coração desequilibrando-lhe a vida e, perturbando os que com ele convive.

5) Estabilidade:
Algum tempo atrás, os vetores de estímulo capazes de gerar instabilidade no seio das famílias eram infinitamente menos intensos e em menor número. Hoje as pessoas são estimuladas intensamente pela mídia, na qual indivíduos sem o menor preparo para a vida formulam teorias sobre comportamento humano. Os meios de comunicação veiculam procedimentos de pessoas extravagantes que cultuam vícios, e vendem seus produtos pela propaganda enganosa que estimula paixões.
Esses ícones; esses indivíduos acham que só existe um lado da moeda na lei de causa/efeito – daí, eles agem levianamente; ajudando a “massa” a desgastar as energias, dilapidando a vida e o tempo – Mas, dia menos dia; quando a vida reage, as respostas são contundentes para quem dispõe de pouca consciência; daí uns e outros, condutores e conduzidos levantam as mãos para os céus, e como pedintes correm para os templos e para as igrejas; porém a vida não dá a mínima para isso; e se manifesta na aplicação da Lei da Evolução; e não, apenas, no acatamento de rogos, protestos e petitórios.
Inegável as interpretações quase estúpidas de dor, sofrimento, de mundo cruel que muitos fazem – fingem não saber que: ações, atos, desejos projetam respostas no tempo e no espaço, em inevitável ciclo de reação.

Qualquer um que observe a aceleração de tudo; mesmo sem ser adivinho; pode afirmar que as respostas serão rápidas, agressivas, duras e sofridas - enquanto as atitudes das pessoas permanecerem no “troglodita” campo das paixões.

O antigo paradigma: Penso logo existo – foi substituído pelo modernoso: Consumo; logo existo.
A quantidade de apelos e informações para o consumo gera no mínimo confusão na cabeça das pessoas; daí a repercussão na família, criando instabilidade; dor; desarmonia; desânimo; depressão; angústia.
O resgate da estabilidade do ser humano e da família virá pela reflexão que ordena a submissão dos reflexos, dos instintos e das emoções à razão. Essa, embora possa enganar e ludibriar; isso é uma realidade; ainda é a única capaz de ordenar todas as conquistas evolutivas do ser humano; alinhando as atitudes, aos sentimentos e emoções às Leis da Evolução.
Principalmente através dela é que mudamos as causas, e reformam-se os efeitos...

6) Honra:
Antes as pessoas podiam dedicar-se a viver segundo princípios da sua ética pessoal e cultural; alguns até o faziam; apenas pelo fato de sua visão de mundo ser menos instável: não lhes restava nada de mais “valor” a conquistar na vida; pois acumular valores materiais para eles não era possível nem em sonhos – nessa forma de viver havia tempo para sentir orgulho da palavra empenhada; de adquirir a confiança e a estima dos outros – a pasteurização de valores; e a depreciação da ética levou a uma mixórdia na compreensão dos seres pouco pensantes a respeito do que seja honra ou o seu oposto complementar a desonra.

Tempo virou sinônimo de $.
Boa parte das pessoas não tem tempo de ter honra, já que conquistar a dignidade moral exige tempo e esforço e para isso, para ter honra não dá tempo de ostentar a qualquer preço e a qualquer custo.
Hoje a honra das pessoas estampa-se no vestuário, no carro, no iate, nas colunas sociais, no número de conquistas amorosas.
Os pais não podem querer ser honrados pelos filhos já que dão o exemplo de não honrar nem a si mesmos.
Esse estado de coisas para os mais saudosistas pode parecer um retrocesso; mas não é; principalmente porque o código de honra do passado era assentado quase que só na hipocrisia camuflada; ao menos hoje, essa caricatura; essa máscara já está sendo estampada na cara das pessoas; já está na pele; e daí para fora, é mais um passo; quando ainda nas entranhas esse tipo de honra é mais difícil ser expelido; embora ás vezes alguns conceitos funcionem como um verdadeiro laxante.

Outro ponto positivo é que hoje poucos hipócritas têm tempo de lavar a honra com o sangue dos outros (tipo corno).
Nos dias de hoje quantos pais hipócritas vociferam que, se a filha engravidar sem casar; vai acontecer isso, vai acontecer aquilo, e nascido o neto, tornam-se vovôs/coruja e ainda sustentam, às vezes, o “bastardo” que lhes desonrou o lar – um puro e simples sinal de evolução.

7) Respeito:
É comum que se diga da falta de respeito dos mais jovens pelos mais velhos nos dias de hoje. É que o respeito à antiga nada mais era do que: medo - submissão à vontade dos outros pela força, estava mais pelo lado da elegância social.
Além disso, o antigo sentimento de respeito era pura hipocrisia da boca para fora ou ainda na presença da pessoa truculenta e autoritária; mas pelas costas era bem diferente. Nada contra a elegância social, tudo que é belo deve ser cultivado. E ser respeitoso com tudo e com todos é sinônimo de boa/educação pessoal e social; mas, deixar de questionar tudo do que se discorda é burrice, e aceitar truculência nas respostas é covardia.
A cada dia fica mais claro e definido que, respeito não se pede nem se impõe. Respeito se conquista...

No contexto dessa aparente bagunça de valores sociais é preciso que fiquemos tranqüilos, pois todos os verdadeiros valores do passado vão retornar pouco a pouco porque nunca desapareceram, são leis naturais de evolução, matemáticas e eternas. É só aguardar um pouco e desenvolver a paciência de esperar a “poeira e a água baixar”; após 2012 – pois, tudo sempre a cada dia fica melhor do que antes – é impossível á nossa preguiça de pensar; sentir e amar deter o inexorável pulsar criativo da FONTE CRIADORA.

Revisemos a cada dia; não apenas nossos valores; mas também nossa visão de mundo para que haja paz na vida em família consangüínea, social e cósmica.

sábado, 27 de fevereiro de 2010

A VIDA EM FAMÍLIA ENSINA A SOLIDÂO?

A vida em família ensina a não confiar?

Um dos fantasmas da qualidade de vida contemporânea é a sensação de solidão; de estar só no mundo; de não ser amado; de incompreendido – claro que há os que gostam de estar sós por opção – mas, para a maior parte dos solitários; a solidão é doentia.

Será que até a educação contribui para isso?

Pais e mães ensinam as crianças a desconfiarem das intenções do próximo, mais próximo:
Deles mesmos.

Nossos lares costumam ser muito complicados e, muitos casais vivem sempre às turras na frente dos filhos. Grande número de pais e mães sinaliza com seu padrão de atitudes diárias que, as pessoas não são confiáveis e, ajudam a criar no subconsciente das crianças, um que, de desconfiança quanto às pessoas com quem poderão se relacionar um dia. Como exemplo: muitas mães costumam aconselhar as filhas a não confiarem em seus presentes ou futuros maridos; apenas pelo fato de que são homens; o que, os torna potencialmente traidores conjugais; segundo a visão de mundo que elas aprenderam e cultivam.
Nosso padrão de crenças costuma formar-se e fixar-se até os sete anos de idade. Uma criança criada num ambiente de desconfiança e num clima de falta de entrega aos outros, fatalmente será um indivíduo que também não se entregará aos outros com confiança.

Nenhum por todos, e, cada um por si.

Geração a geração, a vida em família é demais solitária. Cada um vive para si e por si, segundo os seus interesses do momento; sejam relacionados com a sua evolução espiritual (coisa ainda rara) ou apenas tentando controlar a vida dos outros; (a figura caricata da mãezona; ou a futura sogra), o que nos torna adversários sem que o sejamos.
Dia a dia vivendo nesse clima afetivo; a cabeça da criança entra em parafuso; pois, às vezes, também por interesses do momento, os adversários do cotidiano se tornam aliados por algum tempo e, logo voltam ao antagonismo.
A criança criada nesse tipo de ambiente competitivo; e desconfiado; termina dia a dia desenvolvendo o receio de ser enganada, passada para trás, traída, até pelas pessoas mais queridas; e se protege disso; evitando não se entregar plenamente nos relacionamentos, isolando-se, defendendo-se sem saber muito bem de quem e do quê.

O convite: Que tal refletirmos a respeito do que passamos ás nossas crianças – quando se trata de confiança e entrega?

sábado, 2 de janeiro de 2010

HÁ SOLUÇÃO?

O primeiro passo, para solucionar um problema real ou imaginário é entender o enunciado. Depois é dominar alguma coisa a respeito da matéria do assunto em jogo - pois a ignorância costuma transformar lagartixas em crocodilos – Claro que depois o principal: até que ponto eu quero realmente resolver o problema?
Adepto da filosofia de vida evolucionista tento seguir a regra: Deus deu a vida prá cada um cuidar da sua – Mas, também sou adepto da verdade: sós; nada somos capazes; então aí vão algumas dicas e questionamentos:
Que diferença pode trazer na qualidade de vida da pessoa a mudança do conceito de problema para lição?
Muita; pois, pode fazer toda a diferença entre sentir-se feliz ou infeliz. Observemos um detalhe: a polaridade razão/emoção. Se nós colocamos o rótulo de problema numa determinada situação, nós podemos interpretá-la segundo um enfoque onde predomina a emoção ao invés da razão e o medo pode tomar conta; o que pode retardar a solução ou complicar a situação, pois quando dominados pela emoção agimos segundo um padrão de impulsos pré/determinados.
Ao rotularmos a situação como uma lição a ser aprendida, normalmente a razão assume o comando, o que permite uma nova interpretação da ocorrência e o controle das emoções, o que pode facilitar o êxito ou resolução.
Aceitação e consolo resolvem problemas?
Sim e não. Podem resolver os psicológicos que dependiam de um estado de sentir-se ou da interpretação do momento. Mas, dificilmente podem resolver os que decorrem de uma situação de vida, atenuá-los sim, torná-los mais suportáveis sempre é possível em qualquer um dos casos.
Identificar problemas e soluções depende da visão de mundo, ou conhecimento?
A visão de mundo de cada um mais ou menos ampliada é que permite identificar a origem de cada problema, seja pessoal, familiar ou social, e identificar soluções.
Vamos usar uma analogia do reino animal: a visão de mundo de uma águia, seu universo de percepções, é bem diferente do de uma toupeira. A águia resolve o que podemos chamar de seus problemas de forma diversa de como a toupeira resolve os seus - isso é lógico e natural - se hoje fossemos obrigados a virar bicho e tivéssemos que escolher: algumas pessoas desejariam se tornar águias; já outras escolheriam a toupeira. Para uma toupeira uma chuva torrencial que inundou o buraco onde se esconde pode parecer um insolúvel problema diluviano, um verdadeiro fim do mundo; já a águia, que lá do alto tem uma melhor visão de conjunto percebe que pouco além de onde está a toupeira, brilha o sol.
Enxergar as verdades da vida um pouquinho além, pode fazer uma enorme diferença entre sentir-se feliz ou infeliz. Muitos humanos que já poderiam elevar o pensamento como a águia, bater as asas da inteligência e sair do campo da tempestade de problemas, preferem esconder-se nas suas tocas de toupeira no poço das suas fixações mentais, crenças e dogmas, inundando-se de preocupações... Problemas de toupeiras são diferentes de problemas de águia, responsabilidades, também.
Fugir do conhecimento que nos dá as asas da liberdade, com medo das quedas na responsabilidade, é enfiar-se na toca da ignorância e não desfrutar das belezas que o mundo nos oferece a todos.


Portanto, para que haja harmonia e todos os problemas se resolvam é necessário que cada um cumpra sua parte e ainda ajude o outro (conceito de caridade).

Claro que para cada um de nossos problemas na vida em família há soluções; algumas de graça e bem na cara; para outras é preciso o concurso do tempo, conhecimento e vontade.

Quais são seus problemas? – Já os anotou?
Quer discutir soluções?

ORIGEM DOS PROBLEMAS FAMILIARES

Viver é escolher o tempo todo, e cada escolha está sujeita à lei de causa e efeito. Os primeiros problemas pessoais e coletivos surgiram quando começamos a pensar continuamente, a fazer as escolhas, e a intervir no ambiente e em nós próprios. Quando fazemos escolhas raramente observamos se estão alinhadas às leis naturais da evolução. O que observamos apenas e sempre, é se estão alinhados aos nossos interesses do momento. A origem de cada um dos nossos problemas pode estar dentro ou fora de nós. A partir da somatória dos problemas individuais criamos os problemas coletivos, pois fazemos parte de um grupo que faz parte de um grupo mais extenso, sucessivamente. Dependemos uns dos outros e como conseqüência disso: uma vez criados os problemas coletivos estes passam a interferir nos indivíduos.
Exemplo: um indivíduo escolhe usar drogas (livre-arbítrio), para drogar-se comete um crime de roubo e vai preso. Criou para si um problema real e um problema psicológico para sua mãe (família) que em virtude da ligação afetiva mãe/filho assumirá a dor moral de ver o filho vivendo tal situação. Ela pode tornar esse problema psicológico num problema real de doença. O problema real vivido pelo filho por estar drogado e preso vai ser alimentado pela culpa de ter sido o fator que causou os problemas que a mãe desenvolveu para ela mesma (doença). As conseqüências se propagam, pois o ocorrido com ele pode desencadear um problema psicológico na mãe do seu melhor amigo que passa a temer que o mesmo ocorra com seu filho, e ela pode também criar a partir desse problema/pressuposição, uma doença. Além disso, para o drogado o seu problema de estar preso vai custar dinheiro que pode ser retirado da merenda de uma criança, da diminuição da verba para a educação ou para a saúde da coletividade à qual o grupo envolvido pertence. Quer queira quer não, seu ato de pouca responsabilidade afetou a vida de muitos, gerando problemas coletivos nos que estão em sintonia na mesma faixa vibratória. Desse exemplo, como de muitos outros, podemos deduzir que a responsabilidade que nossas escolhas repercute em tudo; afetamos a vida dos outros até mesmo quando inventamos problemas para nos sentirmos amados. Daí; sempre que alguém nos disser que determinada situação por ele criada é problema dele, cabe a nós mostrar-lhe a extensão do problema nos outros ou no ambiente...

De certa forma, problema é também a interpretação de um conjunto de causa e respectivo efeito, um desequilíbrio energético, dentro de um contexto espaço/tempo que sempre retorna ao indivíduo ou ao grupo que o gerou para ser resolvido ou harmonizado.

Um modelo energético dos problemas: matéria é apenas um dos estados da energia – dentro dessa realidade causamos problemas a nós mesmos e aos outros através dos pensamentos e dos sentimentos e não apenas através das atitudes e do comportamento.
Criamos à nossa volta um campo energético chamado campo da aura. Quando interagimos com alguém a interação se faz basicamente nos campos da aura. A intensidade da interação e a sua natureza podem ser determinantes para criar um campo comum de influências mútuas que tanto podem ser positivas quanto negativas e a força com que se propaga a onda de energia gerada depende da capacitação do gerador. Exemplo, uma criança muito agitada é capaz de “contaminar” quase todas as outras do grupo com sua agitação; e nos dias em que ela não está presente é visível a diferença no comportamento das outras.
A energia do pensamento é a Internet natural, quando fixamos nosso pensamento em alguém estamos enviando um e-mail, que pode ser um pacote de energia/problema como se fosse um vírus. De forma prática quando temos um familiar doente é preciso criar um padrão de energia de pensamentos voltados para a cura; caso contrário, somos capazes de influenciar de forma danosa essa pessoa.

PROBLEMA IMPLICA EM SOFRIMENTO?

Antes de prosseguirmos convém rever o conceito sofrer: O que é o sofrimento?
Sofrimento é uma interpretação de determinada situação, que só existe na cabeça do ser humano. Animais apenas podem sentir dor física. A dor não alimentada pela interpretação é um tipo de sofrer extremamente passageiro.
Uma das criações mais eficientes do candidato a ser humano para a sua própria evolução foi o conceito de sofrer, que depende de dois fatores: em primeiro lugar está a não aceitação do momento presente, que num paradoxo foi por nós mesmos idealizado ontem (o presente é sempre a materialização das escolhas de antes), e hoje escolhemos o que se concretizará amanhã e, isso parece birra de criança ou não? Em segundo lugar, está o apego, o achar-se dono de..., sem nada ter feito para..., simplesmente: é meu, é meu, sou dono. Que coisa imatura e inconseqüente; pois, até nos achamos donos do que não idealizamos nem criamos: o planeta, sem mais nem menos tomamos posse das pessoas; dos bens materiais; dos títulos sociais; até tentamos manter perene sensações de prazer até o limite da dor.
O absurdo dos absurdos para o deus humano é carregar, trazer para si o sofrimento dos outros...